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Routers de API LLM Maliciosos: A Ameaça Invisível nos Seus AI Agents

Gabriel Ferraresi· CEO | Tech865 de junho de 20264 min
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428 routers de API LLM testados. 9 injetando código malicioso ativamente. 1 drenando Ethereum de uma private key. 2,1 bilhões de tokens processados com credenciais vazadas. Seu AI agent pode estar recebendo instruções de um router que você não controla — e executando-as como se fossem legítimas.

O que são LLM API routers e por que eles são um problema

LLM API routers são proxies na camada de aplicação que despacham requisições para múltiplos providers upstream. Eles têm acesso plaintext completo a cada payload JSON em trânsito — tanto o request quanto a resposta. O problema fundamental: nenhum provider enforce integridade criptográfica entre cliente e modelo. O router modifica a resposta? O agent executa o payload como instrução legítima. Não há assinatura, não há checksum, não há verificação.

O paper "Your Agent Is Mine" testou 428 routers: 28 pagos (encontrados em marketplaces como Taobao, Xianyu e Shopify) e 400 gratuitos. A superfície de ataque é enorme — e a maioria das empresas nem sabe que está exposta.

Os números que importam

Dos 428 routers testados, 1 router pago e 8 gratuitos estavam injetando código ativamente. Mas o dado mais preocupante: 2 routers operavam com triggers de evasion adaptativa — o payload só executa sob condições específicas de contexto, timing ou origem. Em uma auditoria superficial, esses routers parecem completamente benignos.

17 routers tocaram credenciais AWS canary configuradas pelos pesquisadores. 1 router drenou Ethereum da private key de um pesquisador. Não é teoria — é execução real de ataque com impacto financeiro direto.

As classes de ataque

O estudo identificou duas classes principais de ataque. AC-1: Payload Injection — o router modifica a resposta upstream antes de entregá-la ao cliente. O agent confia na resposta que recebe. Se o router modificou, o agent executa o payload como instrução legítima do modelo. AC-2: Secret Exfiltration — o router extrai credenciais, API keys e tokens dos payloads em trânsito.

Dentro da AC-1, existem variantes que tornam a detecção ainda mais difícil. AC-1.a: Dependency-targeted injection — o payload só é injetado quando o request menciona dependências específicas. AC-1.b: Conditional delivery — o payload só é entregue sob condições de contexto, timing ou origem. Evasion total em auditorias superficiais.

O efeito cascata das credenciais vazadas

Os pesquisadores vazaram intencionalmente OpenAI keys e configuraram decoys fracas para observar o comportamento dos routers. O resultado: 2,1 bilhões de tokens processados por routers com credenciais vazadas. 99 credenciais expostas em 440 sessões Codex. 401 sessões em modo YOLO autônomo — injeção direta sem confirmação humana.

O dado mais revelador: routers "benignos" são puxados para a mesma superfície de ataque quando processam requests com credenciais vazadas. Não importa se o seu router é confiável — se ele tem sua key, e essa key vaza, outro router na cadeia pode explorá-la. Credenciais vazadas amplificam o risco porque um router benigno com sua key pode ser explorado por outro na cadeia.

A posição da Tech86

Não existe integridade criptográfica entre cliente e modelo — o router modifica sem detecção. Seu agent confia na resposta que recebe — se o router modificou, o agent executa o payload como instrução legítima. Routers gratuitos são o maior risco, mas pagos também foram pegos. E credenciais vazadas amplificam tudo: um router benigno com sua key pode ser explorado por outro na cadeia.

Na Tech86, avaliamos arquiteturas de AI agents com foco em integridade de comunicação e supply chain de APIs. Se seus agents usam routers sem verificação de integridade, você está a um proxy de distância de executar código que não é seu. A questão não é se os routers vão ser explorados — é se você vai detectar quando forem.

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Perguntas Frequentes

Não. Dos 428 routers testados, 8 dos 9 que injetavam código eram gratuitos. Mas 1 router pago também foi flagrado. O modelo de negócio não garante integridade — a ausência de verificação criptográfica é o problema real.

É quando o router modifica a resposta do modelo upstream antes de entregá-la ao cliente. O AI agent recebe a resposta modificada e executa como se fosse instrução legítima do modelo. Não há integridade criptográfica entre cliente e modelo para detectar a alteração.

Um router benigno que processa requests com sua API key vazada pode ser explorado por outro router na cadeia. No estudo, 2,1 bilhões de tokens foram processados por routers com credenciais vazadas — e 99 credenciais foram expostas em 440 sessões Codex.

Alguns routers só injetam o payload sob condições específicas — contexto do request, timing ou origem. Em auditorias superficiais, o router parece benigno. A injeção só acontece quando as condições são atendidas, tornando a detecção muito mais difícil.

Sim. Se o agent roda em modo YOLO autônomo (sem confirmação humana), um payload injetado pelo router executa silenciosamente. No estudo, 401 sessões rodavam em modo autônomo — injeção direta sem qualquer gate humano.

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